PRODUZINDO “BOI VERDE” COM EFICIÊNCIA

Data publicação 23/12/2016

 

 

 

 

Por Márcia Couto

Produzir carne bovina em maior quantidade, de melhor qualidade e o mais economicamente possível para vender mais barato é a meta de todos os segmentos da sociedade que estão diretamente relacionados com a atividade pecuária no Brasil.

Sabemos das nossas caraterísticas climáticas e territoriais favoráveis para a produção de bovinos de corte em regime de pasto, sabemos também que somos detentores do maior rebanho comercial de gado de corte do mundo da maior área de pastos cultivados, nenhum outro país apresenta custo de produção da arroba bovina menor que o Brasil.

Se temos condições de criar o boi verde em larga escala e oferta de carne de altíssima qualidade para o mundo inteiro, o que está nos faltando para sermos mais competitivos? Como devemos proceder para melhorar nossa produção e exportação de carne bovina?

Para produzirmos com eficiência a carne do boi verde que o mundo quer, todos os elos da cadeia da carne bovina no Brasil, ou seja, insumos – produto rural – frigoríficos – atacado – açougues - consumidores, necessitam aprimorar os conhecimentos, melhorar o nível de gerenciamento das suas atividades e aumentar a integração e o profissionalismo entre os elos da cadeia, sendo tais atitudes fundamentais para o sucesso de todas as partes envolvidas.

O produtor rural não foge à regra e precisa também encarar à administração da sua fazenda, buscando sempre produzir o boi verde com maior eficiência para melhorar suas margens de lucro.

Dentro de uma visão empresarial, os pontos fundamentais que o produtor jamais pode negligenciar no gerenciamento das fazendas de bovinos de corte incluem:

 

1.     Aumento da disponibilidade de pasto, por meio da implatação  e manejo correto das pastagens ( permite uma maior taxa de lotação com aumento da produção de kg de carne por hectare por ano);

2.     Suplementação mineral o ano todo, rica em fósforo, microelementos corretamente balanceados (suplementos minerais permitem aumentos de ganho de peso e de taxa de fertilidade do rebanho, além de prevenir contra doenças e enfermidades nutricionais);

3.     Suplementação estratégica no período da seca por meio do uso de sais proteinados impedem que o animal perca peso durante a seca, diminuindo o ciclo de produção e evitando desta forma o chamado boi sanfona que engorda nas águas e emagrece na seca;

4.     Controle sanitário eficiente ( inclui eliminação dos parasitas internos e externos e execução rigorosa do calendário de vacinação);

5.     Melhoramento genético contínuo do rebanho (realizado por meio de uso de touros geneticamente testados e avaliados, inseminação artificial e transferência de embriões).

 

Todos os itens acima devem sempre ser levados em consideração na hora de administrar a fazenda, tendo em vista que interferem diretamente no custo de produção de arroba bovina, no desempenho animal e na lucratividade.

E claro que o emprego das técnicas implica em custos para o produtor rural, quando corretamente utilizados corrigem as maiores deficiências, que são basicamente pastos degradados, baixa taxa de lotação e baixo desempenho zootécnico, com idade de abate tardia e baixa taxa de prenhez.

Uma das caraterísticas mais positivas no processo de produção do boi verde é a sua elevada eficiência zootécnica. Com o emprego de tecnologias simples e eficazes desenvolvidas para as condições tropicais, é possível produzir bois criados exclusivamente a pasto com mais de 16@ aos 2 anos de idade, e o que é mais importante de maneira prática, econômica e saudável.

Os benefícios se estendem também para as fazendas de cria, onde há um aumento da taxa de fertilidade com obtenção de bezerros mais pesados na desmama, o que traz maiores margens de lucro para o produtor rural.

Subir